Ideias que Colam
SÉRIE · EPISÓDIOS

Ideias que Colam

2019⭐ 0.01 temporada

No princípio não era o verbo, era o desenho. Pelo menos foi assim que a humanidade começou a tentar explicar o mundo ao redor. Das pinturas das cavernas até os emojis alguns milênios se passaram, e a humanidade segue explorando ideias e tentando entender o mundo ao redor. E o desenho ainda segue um bom meio de explicar tudo.

TEMPORADA 1

Temporada 1

16 episódios
Henry Jenkins

E1Henry Jenkins

No princípio não era o verbo, era o desenho. Pelo menos foi assim que a humanidade começou a tentar explicar o mundo ao redor. Das pinturas das cavernas até os emojis alguns milênios se passaram, e a humanidade segue explorando ideias e tentando entender o mundo ao redor. E o desenho ainda segue um bom meio de explicar tudo.

2019-01-01 · 3 min
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Jacques Lacan

E2Jacques Lacan

Jacques Lacan transformou a psicanálise dizendo que ela poderia ser uma ciência da linguagem ao invés da biologia, conhecido portanto como Linguística. O francês defendia que a psicanálise deveria fazer parte do dia-a-dia das pessoas. Um de seus grandes interesses era o estudo da construção da identidade; e a única ponte disponível entre o que somos por dentro e como as outras pessoas nos veem é através da linguagem. Por meio da fala, escrita, signos, pela escuta do analista, que nossas relações com o mundo e com o outro são transformadas. E é pela linguagem também que nossos sintomas são curados. Num analista, você conversa. Lacan dirá que você articula, simboliza, ressignifica coisas do seu inconsciente, da sua história e assim realiza um processo de cura.

2019-01-08 · 3 min
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Franz Kafka

E3Franz Kafka

Despertar e descobrir-se transformado num inseto gigantesco. Ou ser preso, e depois julgado, sem sequer saber do que te acusam. Estas e tantas outras histórias que deixam a gente com o coração apertado foram criadas por Franz Kafka, um dos maiores escritores do século 20. Kafka, filho de uma família alemã judia nasceu em Praga, na República Tcheca, em 1883. Questionava o poder e a ciência que inventaram baionetas, rifles, pistolas, canhões e morteiros, granadas e gases venenosos que mataram mais de 16 milhões de pessoas, se considerarmos só o genocídio armênio e a Primeira Guerra Mundial.

2019-01-15 · 3 min
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Maneul Castells

E4Maneul Castells

Manuel Castells é um sociólogo que ficou muito conhecido por uma trilogia de livros chamada Era da Informação. O espanhol escreve sobre como a informação é produzida, armazenada e distribuída. E sobretudo como a internet afetou isso. A análise que ele faz é que o capitalismo não é mais comercial, industrial ou mesmo financeiro. Agora, segundo ele, uma nova forma de capitalismo existe, baseada na informação: o Capitalismo Informacional. Ele também que inventou o termo TICS: Tecnologias da Informação e da Comunicação.

2019-01-22 · 3 min
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Simone de Beauvoir

E5Simone de Beauvoir

A filósofa Simone de Beauvoir escreveu o “Segundo Sexo”, em 1949. Falando do corpo e da sexualidade, a francesa afirmava que ser mulher não é uma condição inata. Que, pelo contrário, as pessoas tornam-se mulheres por causa das histórias que nos contam. Em outras palavras, o modo como as pessoas são cuidadas inscreve nos corpos um conjunto de valores que na vida adulta vai aparecer como destino. E este destino se manifesta em ser aquilo que se espera de uma mulher. A feminilidade, portanto, é uma construção social. E isso determina o lugar que as mulheres ocupam na sociedade.

2019-01-29 · 3 min
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Zygmunt Bauman

E6Zygmunt Bauman

O sociólogo Zygmunt Bauman, criou os conceitos de de vida líquida, amor líquido, modernidade líquida. O polonês fala principalmente de consumismo, relações humanas e capitalismo global em seus textos. A velocidade do mundo é a velocidade das relações. Sua teoria é que hoje, vivemos num estado de coisas em que a liberdade gerou uma crise imensa. Essa liberdade impactou, inclusive, a forma como as pessoas se conectam. Por exemplo: online, existe uma facilidade muito grande para desconectar-se de uma conversa chata. Ao vivo, fica mais complicado sair de um papo desagradável. Bauman examinou muito o conceito de felicidade, afeto, e como a sociedade conectada levou o mundo para um lugar mais individualista. As pessoas, em busca de um ideal de amor e de uma felicidade permanente, não estão jamais satisfeitas. Todos querem afeto, mas também não querem comprometimento.

2019-02-05 · 3 min
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Judith Butler

E7Judith Butler

Judith Butler é uma filósofa dos Estados Unidos cujo trabalho tem a ver com pensar a política. É conhecida por seus escritos sobre o feminismo contemporâneo, a teoria queer, ética e relações de poder. No final dos anos 80, o feminismo discute os limites da categoria social da mulher. Butler começa a dizer que essa categoria mulher é insuficiente. É impossível falar em nome de uma mulher universal. Além de mulheres brancas, negras, indígenas, pobres, existem mulheres que estão além da própria questão biológica. Não há nenhuma barreira biológica, diz Butler, que impede alguém de tornar-se mulher, ainda que o registro diga o contrário.

2019-02-12 · 3 min
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Friedrich Nietzsche

E8Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche nasceu em 1844, na alemanha, filho de uma família com tradição religiosa. Era um homem com saúde muito fraca e por isso se aposentou cedo. Isso deu bastante tempo para que seguisse seus estudos contra o socialismo, que odiava. Para Nietzsche, todas as formas de igualdade eram falsas, porque não existe igualdade na natureza - existe a lei do mais forte. “O que não te mata te deixa mais forte” é uma frase dele.

2019-02-19 · 3 min
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Jean Paul Sartre

E9Jean Paul Sartre

Filósofo, escritor, ativista político, crítico literário. Jean-Paul Sartre foi uma das figuras mais importantes e influentes do pensamento do século 20, e continua a ser até hoje. Foi um dos grandes autores do Existencialismo, especialmente com seu livro mais famoso, “O ser e o nada”.

2019-02-26 · 3 min
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Pierre Bourdieu

E10Pierre Bourdieu

Pierre Bourdieau estava interessado em saber como o poder se expressa em suas formas mais sutis e como os privilégios se mantêm, geração após geração, nas mesmas famílias, sem nenhuma mobilidade social significativa.

2019-03-05 · 3 min
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Michel Foucalt

E11Michel Foucalt

Donna Haraway estudava biologia no final dos anos 60. E a mistura de seu lado ativista feminista com sua área de estudo culminaram no Manifesto Ciborgue. Publicado em 1985, ela tenta vencer as barreiras que separam os seres humanos por gênero, cor, espécie, raça. Esse ser apresentado por ela é o ciborgue, um híbrido do natural e do artificial. Segundo a bióloga, quando as pessoas dizem que algo é natural, estão dizendo que não pode ser mudado. Para um ciborgue, a mudança é constante desde de seu surgimento. Os padrões que nos são impostos como naturais são artificiais. Ninguém nasce de um jeito. Ninguém nasce de um gênero - tudo é construído em nós. Haraway explora as relações da ciência, da sociedade e do poder, sobretudo do patriarcado através do manifesto. Portanto, mudar o lugar de onde se olha, para Haraway, permite enxergar outras possibilidades de luta e de transformação.

2019-03-12 · 3 min
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Donna Haraway

E12Donna Haraway

William Gibson pegou o que havia de mais subversivo na ficção científica dos anos 70 conhecida como New Wave e colocou num liquidificador com roupas de couro e cabos de computador. A meta dele era pensar futuros radicalmente diferentes do presente, e com isso reintroduzir a incerteza na linha do tempo. O futuro poderia não ser simplesmente uma evolução do que vemos hoje, mas algo completamente novo. Com problemas novos.

2019-03-19 · 3 min
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William Gibson

E13William Gibson

William Gibson pegou o que havia de mais subversivo na ficção científica dos anos 70 conhecida como New Wave e colocou num liquidificador com roupas de couro e cabos de computador. A meta dele era pensar futuros radicalmente diferentes do presente, e com isso reintroduzir a incerteza na linha do tempo. O futuro poderia não ser simplesmente uma evolução do que vemos hoje, mas algo completamente novo. Com problemas novos.

2019-03-26 · 3 min
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Hanna Arendt

E14Hanna Arendt

Hannah Arendt, uma das maiores pensadoras do século 20 que vivou no contexto da Alemanha de Hitler. Ela tentou entender como surgiu uma ideologia que justificou o assassinato de milhões de pessoas: o Nazismo. O Holocausto, que matou milhoes de pessoas, foi o que levou Hannah Arendt a escrever o livro “As Origens do Totalitarismo”. Os estudos dela falam de poder, maldade, autoridade, política e democracia direta. Hannah acompanhou o julgamento de Adolf Eichmann, um oficial nazista, onde ela percebe que Eichmann não era um monstro, mas uma pessoa normal.

2019-04-02 · 3 min
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Sigmund Freud

E15Sigmund Freud

No princípio não era o verbo, era o desenho. Pelo menos foi assim que a humanidade começou a tentar explicar o mundo ao redor. Das pinturas das cavernas até os emojis alguns milênios se passaram, e a humanidade segue explorando ideias e tentando entender o mundo ao redor. E o desenho ainda segue um bom meio de explicar tudo.

2019-04-09 · 3 min
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Joseph Campbell

E16Joseph Campbell

Joseph Campbell foi um professor de literatura dos Estados Unidos que estudou mitologia como pouca gente estudou. Para ele, os mitos do passado nos ajudam a compreender o presente e a nós mesmos. Todas as narrativas heróicas tem a mesma estrutura. Campbell deixou algo que se tornou conhecido como “A Jornada do Herói”. A Jornada do Herói divide em etapas cada passo da história do protagonista onde há medo, recusa, superação e outras semelhanças tanto nas estruturas das histórias quanto na estrutura das personagens. Ele usou a teoria dos arquétipos, que o psicólogo suíço Carl Jung desenvolveu, para encontrar modelos de personagens que se repetem em todas as histórias de todas as sociedades. Campbell não inventou uma regra, uma fórmula para escrever histórias, mas perceber as simetrias entre narrativas pode nos ajudar a inclusive a encontrar a melhor narrativa para a nossa própria história. Para nossa vida.

2019-04-16 · 3 min
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